Weby shortcut
Marca da EA  - Escola de Agronomia
LogoPAT
Discurso Capa

Discurso proferido por Helmut Forte Daltro, em homenagem ao Jubileu dos egressos da Escola de Agronomia

Criada em 22/05/18 12:14. Atualizada em 22/05/18 12:25.

Discurso

 

Discurso de Helmut Forte Daltro, proferido na solenidade de homenagem aos egressos da Escola de Agronomia, na IV Festa da Saudade, que estavam celebrando 25 (Jubileu de Prata) e 50 (Jubileu de Ouro) anos de formados:

 

Dou início a estas breves palavras, cumprimentando o meu amigo Prof. Dr. Edward Madureira Brasil, Magnífico Reitor da Universidade Federal de Goiás; igualmente meus cumprimentos ao Professor Doutor Marcos Gomes da Cunha, Diretor da Escola de Agronomia da UFG; ao Prof. Cláudio Fernandes Cardoso, Vice-diretor da Escola de Agronomia. Meu abraço fraterno a todos os professores, técnico-administrativos e colaboradores da Escola de Agronomia e aos meus colegas egressos desta nossa escola.

 

Aos funcionários, professores, estudantes presentes, a minha simpatia. Aos meus colegas, que me confiaram a tarefa de falar em seus nomes, espero não decepcioná-los. Mesmo não merecendo, sinto-me lisonjeado.

 

O meu carinho à minha esposa aqui presente e, em seu nome, saúdo todas as mulheres.

 

Somos componentes da 3ª turma, denominada “a turma dos cuiabanos”, por sermos mais da metade de alunos oriundos de Mato Grosso.

 

Creio que a nossa turma deixou a sua marca, a sua história construída na participação proativa, naqueles momentos em que viviam a Escola e a Universidade. Portanto, nesta comemoração de meio século de ausência, três sentimentos me afloram:

 

O primeiro, de gratidão. Gratidão pela recepção que tivemos ao aqui chegarmos; o apoio oferecido pelos funcionários, técnicos e professores. A atenção com que éramos distinguidos. Destaco, aqui, a pessoa do professor Farnese Dias Maciel Neto, Diretor desta Escola, que imprimiu uma dinâmica construtiva, no sentido de se fazer consolidar uma instituição que, ainda no seu nascedouro, não se afigurava com a solidez necessária para oferecer aquilo a que se impunha. Podemos assegurar que o professor Farnese foi a mola mestra e, contando com o apoio e luta de todos, traçou o caminho que as demais administrações vêm pavimentando. Ao saudoso professor Farnese, a reverência da 3ª turma.

 

O segundo sentimento é o da afirmação. Ao fazermos parte da história desta Escola, podemos afirmar que, sem dúvida alguma, os Engenheiros Agrônomos aqui formados constituem uma classe de profissionais imprescindíveis aos índices do desenvolvimento rural e urbano verificados em todos os estados brasileiros.

 

Desde o incipiente aflorar da sociedade humana, onde o homem se defrontou com os desconhecidos fenômenos naturais, os nossos profissionais engendram atitudes de proteção individual ou familiar, com a confecção de obras e equipamentos, criando alternativas da convivência segura e necessariamente pacífica, convertendo recursos naturais, com formas adequadas ao atendimento das necessidades do ser humano.

 

Na evolução dos conhecimentos e das técnicas aplicativas, a ação dos Engenheiros Agrônomos ganhou o tempo e o espaço e projetou-se de tal forma que a concepção do impossível é uma metáfora de mentes inertes.

 

Na pluralidade dos exercícios, cujas dicotomias apontam para erros e acertos, os nossos colegas abrigam o juramento da preservação da vida. Nesse diapasão, aperfeiçoa-se a sensibilidade nas delineações do habitat perfeito e das inovações tecnológicas e, desta forma, pelo conhecimento experimental, busca-se o desenho exemplar para realizar o sonho, a vontade e o bem estar da sociedade.

 

Acredito ser pertinente, neste momento, refletir (também) a ação das escolas e universidades, na vigilância sobre a formação profissional e o seu papel no aperfeiçoamento desta formação. Esta preocupação sempre esteve presente na minha ação de professor universitário e participante de conselhos e associações voltados para a educação.

 

O terceiro sentimento reporta-se ao nome dado a esta festa: “Saudade”.

 

Saudade é uma palavra que só a língua portuguesa dá o seu verdadeiro sentido. Assim, 50 anos depois de termos vivido aqui, buscando a nossa formação profissional para construirmos o nosso futuro, vem à memória a vontade de voltar: voltar para os braços da Escola, para a convivência com os colegas; voltar ao ponto de ônibus para o transporte até a Escola, na estrada poeirenta, onde o sacolejar do ônibus mantinha a todos acordados (com exceções); voltar ao pomar para apanhar laranjas, aparentemente, mas o verdadeiro interesse era no limão, componente indispensável nas formulações químicas com a “tatuzinho”.

 

Voltar ao DCE, clube universitário, para as noites de sábado deslizar dançando pelo seu salão, ao som de Marquinho e seu conjunto, sob a luz do luar, pois seu teto era conversível; voltar para participar das passeatas de protestos à política da época. E voltar para as salas de aulas, como fazíamos todos os dias, em busca do conhecimento. Enfim, se a história do tempo nos desse nova chance, sei que voltaríamos.

 

Permitam-me, por fim, saudar aos nossos colegas que partiram desta vida para o oriente eterno, em especial ao inesquecível colega “Paulino Rodrigues Neto”, cujo nome ficou gravado na identificação da nossa turma, com a invocação a Deus de permanente requiem aeternam.

 

Helmut Forte Daltro

Goiânia, 19 de maio de 2018

Categorias: NOTÍCIA